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No final do século XX, mais especificamente na década de 1970, surgiram os primeiros trabalhos sobre a craniopuntura na China. A nova técnica usava o uso de áreas do crânio para o tratamento da acupuntura. Os pacientes escolhidos eram principalmente aqueles com sequelas de AVC (acidente vascular cerebral), com paralisia, com dor ou distrofia muscular.
A técnica da craniopuntura seguia um protocolo diferente da acupuntura clássica que usava os pontos tradicionais, ao longo dos canais de energia. Os pacientes recebiam o tratamento sentados, com as agulhas direcionadas horizontalmente, próximas ao cortex cerebral. A manipulação era manual, quase contínua, por 5 a 10 minutos para cada tratamento. Na época, foi tentada a estimulação elétrica, mas não se chegou a qualquer melhora nos resultados. Cerca de 10 anos após o início da técnica da Craniopuntura chinesa, o médico japonês Dr. Yamamoto, que já estudava na China nos anos 70, acrescentou novos pontos de tratamento no crânio. Criou o protocolo denominado Craniopuntura de Yamamoto, também conhecido por NCY ou Nova Craniopuntura de Yamamoto. Também o médico chinês, Dr. Zhu, na mesma época, descrobriu, nas suas atividades clínicas, outras áreas do crânio para tratamentos de craniopuntura. Surgia então a mais nova especialidade da acupuntura, a craniopuntura. Atualmente essa técnica está evoluindo principalmente com a ajuda de equipamentos de imagem como a Ressonância Magnética Funcional que relacionam com precisão as áreas do cérebro relacionadas aos locais doentes do corpo.
Os resultados clínicos atuais são surpreendentes. A craniopuntura pode bloquear qualquer tipo de dor e também outras doenças sistêmicas mas, sem dúvida, os pacientes que sofrem por sequelas de AVC serão os mais benificiados pela craniopuntura moderna.
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